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Lula faz novo procedimento de radioterapia no couro cabeludo

Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou nesta terça-feira (26), no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, a segunda sessão de radioterapia superficial no couro cabeludo. Segundo o hospital, trata-se de um “tratamento complementar” após a retirada, em abril, de um câncer de pele. De acordo com a equipe médica, as sessões têm caráter preventivo, não provocam efeitos colaterais e permitem que o presidente, de 80 anos, mantenha normalmente a agenda de trabalho. Ao todo, estão previstas 15 sessões; a primeira foi feita na segunda-feira (25).

Tratamento preventivo e agenda mantida

  • As sessões de radioterapia são rápidas, com duração aproximada de 10 minutos, e não exigem alterações na rotina do presidente.
  • Nesta terça, Lula deixou o hospital por volta de 7h08 e seguiu para a Base Aérea de Brasília, de onde embarcou para compromissos em Manaus (AM).
  • Nesta etapa, não houve realização de biópsia; em abril, quando ocorreu a cirurgia de retirada da lesão, o material colhido foi analisado.
  • A equipe que acompanha o presidente informou que a lesão é localizada e não apresenta sinais de disseminação para outras partes do corpo.
  • Com a segunda aplicação concluída, restam 13 sessões para finalizar o protocolo previsto.

Histórico do caso

  • A retirada do câncer de pele ocorreu em 24 de abril, em São Paulo, no Hospital Sírio-Libanês.
  • Na ocasião, a dermatologista Cristina Abdala, responsável pelo procedimento, informou que se tratava de um carcinoma basocelular. O médico Roberto Kalil Filho acrescentou que a indicação era pela retirada da lesão.
  • Desde então, Lula vem realizando procedimentos complementares para reduzir o risco de recorrência e evitar evolução do quadro.

O que é o carcinoma basocelular

  • O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que, embora raramente provoque metástase, pode crescer lentamente por anos, destruir tecidos ao redor e causar deformidades quando não tratado.
  • A radioterapia superficial é usada, entre outras finalidades, como medida complementar em casos selecionados, ajudando a controlar células residuais e a reduzir a chance de reaparecimento da lesão.

Queratose tratada em fevereiro

  • Em fevereiro deste ano, o presidente realizou um procedimento simples de cauterização para tratar uma queratose (ou ceratose), um espessamento da camada mais superficial da pele. Segundo a dermatologista Maria Augusta Maciel (Iamspe/SBD), o termo descreve alterações em que há distúrbio no processo de queratinização — a forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina.

Próximos passos

  • Lula seguirá com o cronograma de 15 sessões de radioterapia superficial. Como o tratamento não tem apresentado efeitos colaterais, a expectativa da equipe é de manutenção integral da agenda oficial ao longo do período.
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